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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Lifting facial

do Você Estética

Todos sabemos que aquela 'Eterna Juventude' não existe, mais existem formas de nos aproximar dela. As novas técnicas aperfeiçoaram o alisamento facial completo ou parcial para tirar anos de cima.

O envelhecimento é uma consequência natural da passagem do tempo.

A idade, a exposição prolongada ao sol e o estresse deixam a sua marca, especialmente no rosto e no pescoço, provocando sulcos e pregas que fazem com que a expressão e o olhar percam força, juventude e definição.



A segurança assegurada pelas anestesias e a perfeição que as novas técnicas estão a atingir fazem com que o lifting desafie a gravidade com sucesso. Contudo, convém saber que apesar dos bons resultados que alcança, não trava o envelhecimento, só o abranda e melhora os seus sinais visíveis.

Hoje em dia, as mulheres se submetem a um lifting graças aos eficazes tratamentos antienvelhecimento que existem, cada vez mais conhecidos.

Mas quando não há mais soluções, e sempre que se entregar às mãos de um bom profissional, é uma opção segura.

O Fim da Flacidez

O objetivo do lifting é corrigir a flacidez facial e algumas rugas, mas não todas. Para o tratamento das rugas podem utilizar substâncias de preenchimento e para melhorar a qualidade da pele, o laser e o IPL.

A flacidez, que se manifesta como um pesadelo para muitas mulheres também homens, não é mais do que a degradação de colagénio e de elastina, as fibras proteicas que sustentam a pele. Com a idade, esta perde firmeza, e a gordura subjacente e se acumula.

A Ritidoplastia, nome pelo qual o lifting é conhecido entre a comunidade médica, consiste em fazer incisões em zonas escondidas pelo cabelo ou atrás das orelhas, por onde se chega ao SMAS (Sistema Músculo Aponeurótico Superficial), um grupo muscular do rosto. A pele sobejante é esticada e reposicionada, conseguindo um rosto mais liso.

E Você, se candidata?



Se o seu rosto e o seu pescoço manifestam sintomas evidentes de queda livre ou estão se descaindo, mas a sua pele ainda mantém uma certa elasticidade, tem o perfil ideal. Qualquer pessoa que queira resolver problemas reais de flacidez facial pode submeter-se a um lifting.

Só o devem evitar pessoas que sofrem de doenças cutâneas ou que tenham motivações equivocadas em relação a esta cirurgia. Será importante, por isso, dizer ao seu médico o que pretende. Ele deverá explicar se as suas expectativas correspondem a resultados possíveis ou não.

No que diz respeito à idade, não existem idades mínimas nem máximas, mas sim pessoas e circunstâncias. A maioria das pessoas que procura esta cirurgia tem entre 40 e 60 anos, apesar de já ter sido realizado em maiores de 70 com sucesso.

''Já realizei uma cirurgia deste tipo a uma senhora com 82 anos, acho que não há um limite de idade para o fazer e que tudo depende do estado de espírito da pessoa'', opina o cirurgião plástico José Mendia. As mais assíduas são as mulheres, apesar da população masculina se atrever cada vez mais.

Cuidados do Pré-Operatório

A primeira consulta com o especialista é fundamental. Ouve o paciente e analisa quando faz sentido uma operação e de que forma a correção da zona influenciará o resto da face.

Este é o momento em que se avalia a estrutura facial, na sua totalidade, e a qualidade da pele, bem como o estado geral de saúde, incluindo fatores que possam interferir ou complicar a cirurgia, como a tensão alta, problemas de coagulação ou de cicatrização.

Convém comunicar ao médico todos os seus hábitos cotidianos, se toma algum medicamento ou se é fumante. Opte por alimentos muito ligeiros, nada de gorduras saturadas nem álcool.

Se for fumante, deve largar o tabaco, pelo menos, uma ou duas semanas antes da cirurgia, já que este interfere com a cicatrização. Existem alguns remédios farmaceuticos que deve suprimir (por exemplo, a aspirina). Assegure que alguém a acompanha a casa no dia da intervenção.

A operação



No lifting trabalha sobre várias camadas, que se esticam e reposicionam. É um alisamento clássico em que se faz uma incisão bicoronal, situada no couro cabeludo (razão pela qual é chamada intrapilosa) e que vai de uma orelha à outra. Cada estrutura implica um procedimento:
Pele

Antigamente, só se realizava o alisamento da pele, mas por esta ser tão elástica, demonstrou que a correcção era pouco duradoura. Hoje em dia, um alisamento tradicional é realizado com uma incisão na pele que começa, habitualmente, nas têmporas, por baixo do cabelo, estende às linhas naturais da orelha e continua à volta do lóbulo.

Se for preciso trabalhar o pescoço, pode fazer uma pequena incisão atrás do queixo. Depois, separa a pele das estruturas musculares e gorduras.

Musculatura

Os novos conhecimentos anatômicos sobre os músculos cervico-faciais fizeram com que também se pudesse atuar sobre esta estrutura, que se torna mais firme e capaz de resistir às forças gravitacionais e à mímica do rosto.

A tração muscular possibilita um efeito mais duradouro, deixando a pele deitada sobre este novo leito, permitindo uma melhor circulação vascular e um resultado mais natural e duradouro.

Gordura

Aproveitam as incisões para extrair o tecido gordo subcutâneo que, com a idade, se acumula em algumas zonas como o pescoço e o queixo. Depois de cortar a pele e distender os músculos, retira o excesso de gordura através de uma endoscopia ou de uma lipoaspiração.

O pós-operatório

O pós-operatório depende não só do tipo de lifting ao qual se submeteu, mas também das suas características pessoais. Geralmente, o internamento pode ir de algumas horas até a um máximo de dois dias.

Passados um ou dois dias, tiram as ligaduras, e entre o quinto e o sexto, as suturas. A partir das 24 horas pode sair à rua, mas é possível que o inchaço e a inflamação persistam.

O aspecto vai melhorando nos dias seguintes e estes sinais vão desaparecendo. Em cerca de 10 dias, o paciente já pode voltar à sua vida normal.

Quanto aos cuidados pós-cirúrgicos, os especialistas insistem na higiene e hidratação diárias, e em evitar espaços poluídos e com temperaturas elevadas. A exposição direta ao sol nos primeiros meses depois da operação também não é recomendável.

É benéfico fazer passeios para favorecer o efeito antiedema e, se possível, submeter a massagens de drenagem linfática, pela sua ação anti-inflamatória.

As técnicas mais recentes

Já ouviu falar em lifting endoscópico frontal? Uma das novas técnicas é a endoscopia, que se pode aplicar aos mesmos tipos de liftings que as técnicas tradicionais.

Com três pequenas incisões escondidas no cabelo, descolam os músculos da testa e puxam, com o objetivo de eliminar as rugas frontais e recolocar as sobrancelhas na sua posição já que, com a idade, descaem. A pele que sobeja é eliminada, não deixando rasto da intervenção.

Esta técnica permite encurtar cicatrizes, limitando à região temporal (à frente e atrás da orelha). Ao contrário de outros liftings, neste não se toca na linha do cabelo, possibilitando qualquer penteado sem haver necessidade de o modificar depois da intervenção.

Fique Sabendo

Apesar do elevado aperfeiçoamento e da segurança proporcionados atualmente pela cirurgia plástica, podem existir complicações ou sequelas depois de uma intervenção deste gênero. Não são muito frequentes mas é aconselhável que esteja consciente delas antes de entrar na sala de operações.

Existe ainda o risco de:

Hematomas ou hemorragias, que devem ser drenados
Reações anormais à anestesia
Quelóides, que podem ser corrigidos com injeções de cortisona, ou alargamento da cicatriz
Alopecia (queda do cabelo) transitória
Deficiência circulatória e necroses
Lesões nervosas, como paralisia facial que, aos poucos, são transitórias
Queda da glândula lacrimal

Importante:
Consulte especialistas em saúde antes de optar pela Cirurgia.

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